FAQ: Perguntas Frequentes Sobre Tratamento e Internação

Respostas objetivas sobre internação, tratamento de dependência química, alcoolismo, remoção e reabilitação — para orientar famílias e pessoas em todo o Brasil.

Principais Dúvidas Sobre Internação e Tratamento de Dependência Química e Alcoolismo

Sabemos que o momento de buscar ajuda para a dependência química e o alcoolismo é cercado de dúvidas, inseguranças e ansiedade. Para apoiar a sua família a tomar a melhor decisão com base em critérios médicos, terapêuticos e legais, reunimos abaixo as respostas para as principais dúvidas sobre o processo de internação e reabilitação.

Estrutura de clínica de reabilitação para dependência química
Equipe multidisciplinar de saúde mental em atendimento

Qual é o papel da Clínicas Refúgio no processo?

O papel da Clínicas Refúgio é atuar como uma organização especializada no direcionamento, auxílio e encaminhamento estratégico de indivíduos para clínicas e comunidades terapêuticas adequadas. Nós não realizamos o atendimento médico direto, mas analisamos o perfil do dependente, acolhemos a família e indicamos as unidades credenciadas mais qualificadas e que operam em total conformidade com a legislação vigente.

Quanto tempo dura, em média, a internação?

O tempo de tratamento varia de acordo com o diagnóstico e o nível de gravidade de cada caso, mas o período padrão recomendado pela maioria dos especialistas médicos varia de 90 a 180 dias (3 a 6 meses). Esse intervalo é dividido em etapas fundamentais: desintoxicação física inicial, psicoterapia para conscientização da doença, reabilitação comportamental e planejamento de prevenção à recaída para a reinserção social.

O que é a internação involuntária e como ela funciona?

A internação involuntária é o acolhimento médico realizado sem o consentimento do indivíduo, solicitada por familiares de primeiro grau ou responsáveis legais. Ela funciona como uma medida de proteção de urgência quando a pessoa perde a capacidade de autoavaliação devido ao abuso de substâncias, colocando em risco a própria vida ou a de terceiros. De acordo com a Lei Federal nº 13.840/2019, esse procedimento exige obrigatoriamente um laudo de um médico psiquiatra e deve ser comunicado ao Ministério Público em até 72 horas.

Qual é a diferença entre internação voluntária e involuntária?

A principal diferença está no consentimento do indivíduo. Na internação voluntária, o próprio indivíduo reconhece a necessidade de ajuda e assina uma declaração de livre vontade para iniciar o tratamento. Na internação involuntária, o indivíduo não aceita o tratamento, e o procedimento é formalizado por meio do pedido de um familiar responsável combinado com a avaliação e autorização de um médico psiquiatra.

Quais profissionais fazem parte da equipe de tratamento?

O tratamento é conduzido por uma equipe multidisciplinar de saúde de clínicas credenciadas. O corpo clínico é composto individualmente por médico psiquiatra, médico clínico geral, psicólogo clínico, terapeuta em dependência química, conselheiro em dependência química, enfermeiro padrão, técnicos de enfermagem, nutricionista clínico e educador físico. Cada profissional atua em uma área específica para garantir a recuperação física, mental e social do assistido.

A família recebe algum tipo de suporte durante a internação?

Sim, o suporte à estrutura familiar é parte indispensável do processo terapêutico. O adoecimento pelo vício gera codependência nos familiares. Por isso, as unidades e equipes credenciadas oferecem orientações, acolhimento psicológico e reuniões de apoio para preparar a família emocionalmente, ensinando-a a estabelecer limites saudáveis e a construir um ambiente seguro para o retorno do indivíduo após a alta..

Quais são os principais critérios para escolher uma clínica de recuperação confiável?

Os principais critérios incluem a verificação da licença sanitária ativa da unidade, a presença constante de um médico psiquiatra registrado no CRM e a atuação em total conformidade com a Lei nº 10.216/2001. Além disso, a clínica deve apresentar uma infraestrutura física segura, oferecer um plano terapêutico multidisciplinar individualizado e garantir que o acolhimento seja feito de forma estritamente humanizada, sem métodos punitivos ou degradantes.

É possível realizar o tratamento da dependência química sem internação?

Sim, é possível através do tratamento ambulatorial ou em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), mas essa modalidade é indicada apenas para casos de leve a moderada complexidade, onde o indivíduo mantém o autocontrole e possui uma rede de apoio familiar sólida. Nos casos em que há perda de controle sobre o uso, crises agudas de abstinência, riscos à integridade física ou falha em tratamentos ambulatoriais anteriores, a internação em ambiente protegido e controlado passa a ser a conduta médica mais segura e eficaz.

Como funciona a abordagem e o transporte do indivíduo?

A abordagem inicial e o transporte do indivíduo são realizados por meio de uma empresa conveniada de resgate especializado, terceirizada e homologada. A equipe técnica utiliza veículos adequados e é treinada para intervir mesmo em situações de alta complexidade e recusa, conduzindo a remoção de forma estritamente humanizada, segura, preservando a integridade física do indivíduo e mantendo a total privacidade da família..

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